Sabe como chegou este poema? Com o vento entrando pela janela do meu apartamento.
O VENTO E A VIDA
O vento ninguém vê O vento vem É cego o vento Por isto se desespera e briga com o mar De onde vem vindo o vento? O vento vem voando pros cabelos de Maria Lá vem o vento ventando as janelas e batendo as portas Passa o vento quente trazendo lembranças ardentes Passa a brisa, filha do vento, alisando os cílios da velhinha Já vai longe a ventania levando minha agonia O vendaval arranca minhas roupas do varal Vem vindo voando o vento ventando A moça na rede, debaixo da goiabeira, se balançando Passa outra vez o vento nos seus ouvidos cantando O vento canta e assobia cantigas apaixonadas E a moça da rede dorme encantada Sonhando com o casamento num dia sem vento Num dia de chuva
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008 Código do texto: T806638
- Postado por: Prof.Tânia às 16h18
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E Benazir é o terciro poema mais visitado
BENAZIR
Tu serás bem recebida, Benazir, entre outras da mesma sorte: a luta inglória coroada pela morte.
A poeira paquistanesa do fanatismo absorverá teu corpo, teu espírito ansioso por modernismo.
Não lucrarão teus inimigos: o sonho entranhado está na alma de um povo acossado pelo terrorismo.
Tu serás bem recebida, Benazir. Se pecados existem, estão perdoados. se erros existiram, estão corrigidos. De tudo estás redimida, Benazir, podes ir.
Leva teu povo querido no peito baleado, no crânio detonado. O mundo inteiro ferido. Podes ir, Benazir.
Cumpre teu destino de pomba da paz ensangüentada. Podes partir, bela Benazir.
A sedução da liberdade de mãos dadas com a democracia alguns levou antes de ti. outros ainda seguirão, Benazir.
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007 Código do texto: T795217
- Postado por: Prof.Tânia às 16h15
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Este ocupa o segundo lugar entre os mais lidos.
JOGOS ON-LINE
criança faz cada uma diz cada coisa conhece de tudo investiga o mundo criatura virtual clica acertou clica errou inventa palavras o mundo mudou a criança domina a máquina computador quando perde a partida me sai com esta o jogo desaumentou corrijo a mais de mil outra frase lá vem o jogo desiminuiu
23/11/2007
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 23/11/2007 Código do texto: T749746
- Postado por: Prof.Tânia às 16h13
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Estes são os meus versos mais lidos no site recanto das letras.
ALGUNS VERSOS A PEDIDO
Eduardo é o meu neto, tem só seis anos de idade. Ele não pára quieto, é pura vivacidade. * vento ventania vendaval brisa marinha no coqueiral * Sol
O sol espia a réstia na soleira tão redondinha brincando na cadeira e no buraco da cumeeira * O caubói
O caubói monta a cavalo, sai disparado na estrada. Vai ao rio pescar robalo, presentear a namorada. * Tantas rosas nos jardins, u'a beleza sem igual. Há flores, há querubins em harmonia total. * Águia vai ao infinito. De lá vê o mundaréu, vê o menino bonito brincando de coronel.
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 10/10/2007 Código do texto: T688899
- Postado por: Prof.Tânia às 16h09
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MENINA
olho teu olho revirado de sensualidade abarrotado algo te sopra no rosto coisa indizível imprevisível coisa de sopro de gozo mistério pecado de vento no cais de barcas navegando no azul infindo lá vai a garça a gaivota que passa a sombra do prazer tornada em coisa luz e sombra quase um quadro de Renoir que há nessa boca que vem dessa alma tão estranhamente calma qual o teu segredo, menina quem anda em teu passo quem dorme em teu regaço quem olha em teu olhar que barcos são esses nesses olhos de mar por que caminhas devagar
- Postado por: Prof.Tânia às 16h04
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WORD
esta página do word me espera quer ser possuída ferida se abre em doação convidativa
firo a luz lanço letras, partículas de trevas
espaços abertos para o nada
pequenos símbolos cobrem a luz
ciscos silenciosos
a página-luz recebe estúpidas pedras
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2008 Código do texto: T860100
- Postado por: Prof.Tânia às 16h01
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Quem não se sente impotente perante a folha de papel em branco? A mesma sensação é válida quando olhamos para o espaço do Word. Foi assim que o poema surgiu.
- Postado por: Prof.Tânia às 16h01
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O PORTAL DE ENTRADA DESTE BLOG É UMA HOMENAGEM À OBRA , ROMEU E JULIETA, DE WILLIAM SHAKESPEARE.
- Postado por: Prof.Tânia às 15h57
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Uma coisa que gosto de fazer é contar a história de cada poema que faço e, de vez em quando, o farei em homenagem especial aos visitantes deste blog, o Tania Dreams.
O poema Carnaval, a seguir, nasceu de um momento em que observava na tv os desfiles das escolas de samba, com aquelas belíssimas mulheres, inclusive aquela índia sobre quem recaiu uma polêmica a respeito de um tapa-sexo. Quando eu era apenas uma pré-adolescente dizia à minha mãe que quando estivesse adulta iria ao Rio de Janeiro desfilar em cima de um daqueles carros. Isto não aconteceu, mas continuo admirando aquele show de beleza que se vê no Carnaval.
CARNAVAL
por favor, quando eu ficar velha e feia, torta e fantasiada como um boneco do carnaval de Olinda, não me leve para a praia infinda, para passear, para absolutamente nada não quero ver jovens exuberantes cheios da vida que em mim finda.
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2008 Código do texto: T848786
- Postado por: Prof.Tânia às 15h51
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Atenção leitores , blogueiros e amantes da literatura. Este blog é uma criação de minha ex-aluna e tb amiga, a blogueira e motoqueira Fathy Dreams. É ela que me ensina muitas coisas do mundo virtual. Eu pretendo aprender mais e tornar este blog mais interessante. O que estou publicando aqui está também no site Recanto das Letras onde disponho de mais de duzentos textos , mais de 6 mil leituras e uma quantidade significativa de comentários, inclusive de escritores profissionais, advogados, médicos, jornalistas, professores, músicos e tantos outros. Eu gosto muito de ler e mais ainda de escrever e sinto um prazer indizível em ser lida. Reitero o meu convite e deixo para todos os visitantes um forte abraço e muitos beijos agradecidos.
- Postado por: Prof.Tânia às 15h42
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CALHA
quem jamais viu coisa igual algo que o valha mais formosa que a roupa angelical que no céu se talha um quadro sem a mínima falha sob a chuva fina refletida a cena nos olhos da menina duas andorinhas se beijavam no bojo de uma calha
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008 Código do texto: T837341
- Postado por: Prof.Tânia às 15h30
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PERDAS
onde encontro o que perdi as lágrimas derramadas sobre a poeira da estrada os tesouros negados em sufoco transformados a inocência dos meus filhos a alegria em angústias dissolvidas o tecido necrosado dos meus sonhos dourados que vôos alçaram que tropeços levaram quem preparou o quebra-cabeça a armadilha da vida no túmulo escondida
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2008 Código do texto: T861481
- Postado por: Prof.Tânia às 15h25
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A PROFESSORA APANHOU DO ALUNO
Acredito ser esta a primeira vez em que um fato desse tipo acontece. Naturalmente é o momento de se refletir sobre um evento, no mínimo, trágico. “Que país é esse?” foi a pergunta de Renato Russo que morreu e não pôde reformular a questão para “Que mundo é esse?” onde a ira dos jovens se volta para professores, colegas e até para os próprios pais. Os estudiosos de várias áreas e os religiosos de quase todas as religiões buscarão respostas. Por detrás da cortina de metódicos estudos e preces inflamadas, novos e imprevisíveis crimes estão sendo gerados. E o mundão abandonado, não mais atônito, mas anestesiado. Religiosos pedófilos, filhos matando pais, pais matando filhos e professoras apanhando de alunos. Certamente as características do mundo pós-moderno têm a maior parcela de contribuição para a construção desse mundo caótico onde algumas ilhas de suposta paz, os paraísos providenciados pelo poder econômico, se regalam de forma egoística. E a nossa professora, o que estará se perguntando em meio às regras gramaticais tão duras e aos textos que falam de uma falsa cidadania? A cidadania presente nos textos funciona para os habitantes dos paraísos egoístas e surdos ao clamor da massa humana. Não há cidadania para a professora e menos ainda para seus alunos, muitos deles párias sociais. Nisto tudo há um efeito ainda sem nome, ou sem uma denominação mais adequada. Trata-se da teia de onde a aranha-rainha faz movimentar um sistema no qual os paraísos fiquem a salvo e todos os outros indivíduos ouçam, acreditem firmemente e repassem um conjunto de mentiras. A professora é escolhida obreira, inocente útil que perpetua a dominação, inclusive de si mesma. Aqui e ali está a mestra enganada contando mentiras e dando esperanças de uma cidadania-miragem, engolindo a fome com a ilusão, plena que se encontra de ideais utópicos. Vai que o aluno, mais jovem, mais vivido na miséria das ruas e transformado em rato, descarrega a desilusão no primeiro que lhe aparece à frente, neste caso, sovando a indefesa professora. “Trair e coçar... é só começar”, bem o diz Marcos Caruso. Bate-se, pois, a primeira professora, mas não é a primeira mulher que apanha num país e num mundo covardes. O principal motivo para se bater uma mulher, seja ela professora ou puta, não é a fome ou o caos social, é a covardia mesmo.
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 22/02/2008 Código do texto: T871291
- Postado por: Prof.Tânia às 13h00
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EMILY DICKINSON (Dedicado ao colega de Escrivaninha Nagib Anderáos Neto)
a poesia de Emnily é miosótis flor de mentrasto ramagem de bambu mimo-do-céu miosótis jasmim floração de trigo borboleta bailarina orquídea cipreste a brisa acarinhando os campos o sol dissolvendo a neve a lua beijando a pétala orvalho de prazer frescor a poesia de Emily é a pura essência do Amor
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2008 Código do texto: T862081
- Postado por: Prof.Tânia às 12h57
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SEREIAS
teus olhos hospedam luas e sóis teus olhos afundam navios há nesses olhos esguichos de baleias e vagalhões enfurecidos voam gaivotas indiferentes sobre as águas morrem marinheiros de primeira viagem e comandantes experientes em teu olhar ventanias do norte e do sul varrem amores das retinas sufocam gritos arrastam sereias estraçalhadas nas areias
Tânia Meneses
Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2008 Código do texto: T868152
- Postado por: Prof.Tânia às 12h55
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